Alimentos Que Diminuem a Ansiedade: Descubra as Opções

    Nos últimos anos, tem sido observado o papel de alimentos que diminuem a ansiedade.

    A princípio, a ansiedade é uma resposta do corpo a situações que envolvem uma questão emocional que causa estresse.

    Nesse sentido, entende-se como ansiedade normal, uma resposta necessária que nos prepara para superar os eventos da vida.

    Por outro lado, considera-se ansiedade patológica como uma resposta excessiva e inadequada a esses eventos.

    Assim, ela limita ou dificulta o desempenho da pessoa para realizar suas atividades diárias, piorando sua qualidade de vida.

    Ao longo desse artigo, você entenderá quais nutrientes estão envolvidos na melhora dessa condição.

    Além disso, saberá quais os alimentos que diminuem a ansiedade.

    Qual fruta é boa para ansiedade?

    Em geral, frutas e vegetais frescos são alimentos que diminuem a ansiedade por estarem associados ao aumento da felicidade e a níveis mais elevados de bem-estar. Entre as frutas, pode-se destacar a banana, o abacate, a melancia, a laranja, o morango e o mamão, já que possuem nutrientes importantes para a saúde mental.

    Alimentos que aumentam a ansiedade

    Nos últimos anos, tem sido observada uma relação direta entre a ocorrência de transtornos de ansiedade como consequência de uma alimentação inadequada.

    Nesse sentido, podemos observar que os hábitos alimentares nas sociedades ocidentais mudaram muito nas últimas décadas.

    Assim, foi observado um aumento no consumo de alimentos de alto valor calórico (1) e de fácil preparo.

    Em maior parte, são alimentos industrializados, como salgadinhos, bolachas recheadas, refrigerantes e miojo, por exemplo.

    Vale lembrar que, ao mesmo tempo, houve a diminuição do consumo de alimentos ricos em vitaminas e minerais.

    Nutrientes e alimentos que diminuem a ansiedade

    O ômega 3

    O consumo insuficiente de alimentos ricos em ômega 3 pode ser um fator de risco para desenvolvimento dessa condição.

    Nesse sentido, estudos observaram que indivíduos que fazem um baixo consumo de peixes, ou seja, menor que uma vez por semana, apresentam altas taxas de transtornos de humor.

    Sendo assim, consumir alimentos que contenham essa gordura podem ser benéficos para diminuir a ansiedade (2).

    Vale lembrar que, além do peixe, o ômega 3 também está presente na chia e na linhaça.

    Triptofano

    Em geral, pessoas com hábitos saudáveis podem sofrer desse quadro devido à falta de triptofano (aminoácido) na alimentação.

    Isso porque o triptofano é essencial para a síntese de serotonina (“mensageiro” do nosso sistema nervoso), um composto necessário para melhora do humor.

    Por sua vez, esse composto está presente no chocolate, na aveia, na banana, nas amêndoas, no queijo e no abacate.

    Sendo assim, também são bons alimentos para diminuir ansiedade.

    Vitamina D

    A deficiência de vitamina D também foi sugerida como um fator de risco para o desenvolvimento desse quadro (3).

    Em maior parte, ela está presente em alimentos como cogumelos, ovos e leites.

    Entretanto, também vale destacar a importância da exposição solar para a síntese dessa vitamina no corpo (4).

    Pois apenas a alimentação não fornece as quantidades diárias necessárias.

    Vitamina B12 e ácido fólico

    O ácido fólico e a vitamina B12 também estão envolvidos na síntese de serotonina (5).

    Assim, também têm um papel relevante na regulação do humor.

    Além disso, a falta de B12 no corpo está associada a problemas de memória.

    E a deficiência de ácido fólico está relacionada à ocorrência de irritabilidade.

    Assim sendo, o consumo de alimentos fontes desses nutrientes se faz muito importante.

    Em geral, podem ser encontrados em:

    • Vitamina B12: carnes, ovos, leites e derivados
    • Vitamina B9 (ácido fólico): rúcula, agrião, espinafre, laranja, arroz integral

    Ferro

    A deficiência de ferro, além de causar anemia, pode causar sintomas neurológicos.

    Entre eles, pode-se destacar a irritabilidade, falta de concentração e a ocorrência de distúrbios de humor.

    Por isso, é importante fazer o consumo de alimentos que contenham ferro.

    Por exemplo, feijões, carnes, abóbora e cereais.

    Zinco

    Em resumo, a deficiência de zinco pode estar associada ao aparecimento de sintomas depressivos e ansiosos.

    Além disso, pode ter relação com a manutenção desses transtornos.

    Assim, outros alimentos que diminuem a ansiedade, por possuírem zinco, são as carnes, amendoim e grão de bico, por exemplo.

    Alimentos que diminuem a ansiedade: Considerações finais

    Você já deve ter percebido que os alimentos para combater ansiedade correspondem a alimentos frescos em maior parte.

    Ou seja, envolvem principalmente as frutas, vegetais, carnes magras, cereais, leguminosas, ovos e leite.

    Sendo assim, sempre procure consumir alimentos mais naturais e evite os alimentos industrializados.

    Por fim, aproveite as dicas de alimentos que diminuem a ansiedade para preparar muitas receitas!

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    Gabriela Baptista é graduanda do sétimo semestre em Nutrição pela Faculdade de Ciências Aplicadas - UNICAMP. Atua na área de marketing da LIHNUT-UNICAMP, uma Liga de Doenças Crônicas Não Transmissíveis, desenvolvendo conteúdos para o Instagram e organizando eventos. Realizou cursos nas áreas de Cuidado Nutricional por meio da Abordagem Sistêmica, Nutrição Comportamental, Nutrição para Vegetarianos, Suplementação e Bioquímica Metabólica. Além disso, sempre se atualiza em Congressos, Simpósios e Conferências.

    William Fan (Revisor)

    William Fan é médico graduado pela Universidade Estadual Paulista (Unesp) - Faculdade de Medicina de Botucatu (FMB). Fez estágios clínicos em Oncologia Clínica e Medicina de Emergências na Prince of Wales Hospital, afiliada da University of New South Wales, Sydney, Australia (UNSW) e que faz parte do prestigiado Group of Eight, grupo que reúne as 8 instituições líderes de excelência em ensino e pesquisa da Austrália. Além disso, colaborou no desenvolvimento de um projeto científico da Centre for Vascular Research, na UNSW. Tem também publicações científicas em periódicos (revistas) internacionais de impacto na comunidade científica em áreas de pesquisa experimental e pesquisa clínica, abrangendo as áreas de biologia do câncer, doenças cardiovasculares, além de ser co-autor de uma revisão sistemática e meta-análise. Foi certificado pelo programa Sharpen Your Communication Skills da Stanford Graduate School of Business. Atualmente é revisor científico do Vitalismo e entusiasta da conciliação entre as pesquisas científicas com os melhores níveis de evidência e o desenvolvimento de tecnologias para melhorar a saúde das pessoas. Nos momentos livres, gosta de estudar idiomas (atualmente fala Inglês, Chinês Mandarim e Alemão), fazer leituras, acompanhar debates inteligentes, jogar basquete e experimentar diferentes culinárias.

    3 Comentários
    1. Avatar

      evchaves@gmail.com

      22 de setembro de 2021 às 00:20

      Excelente matéria, importantissima

      Responder
    2. Avatar

      Mariângela Aparecida Ribeiro

      30 de setembro de 2021 às 19:17

      Adorei mim ajudou bastante

      Responder
    3. Avatar

      Margareth Rose

      17 de outubro de 2021 às 15:45

      Me ajudou

      Responder
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