O Que Causa a Ansiedade? Saiba os Seus Fatores de Risco

Você sabe o que causa a ansiedade?

A ansiedade pode se referir a um sentimento de inquietação, medo, nervosismo ou preocupação diante de alguma situação.

De modo geral, todos sentimos ansiedade em determinados momentos da vida.

Por exemplo, quando passamos por alguma avaliação no colégio.

Ou ao participar de uma entrevista de emprego.

Entretanto, em certas pessoas, esse sentimento se torna mais intenso e persistente.

Mas afinal, você sabe por que isso acontece?

Neste artigo, vou trazer explicações para o que causa a ansiedade.

Por que as pessoas sofrem de ansiedade?

Em princípio, as manifestações de ansiedade servem como um sistema de proteção e alerta para nos preparar para situações desafiadoras. Ou seja, o que gera a ansiedade rotineira é geralmente o sentimento de antecipação de alguma situação de estresse ou possível ameaça. Entretanto, quando os sintomas causam prejuízo significativo (por exemplo, na área social ou profissional), ela passa a se tornar um transtorno.

Em geral, problemas de saúde ou uso de substâncias são possíveis fatores que aumentam as chances de se desenvolver quadros de ansiedade.

Nesse sentido, indivíduos com as seguintes condições ou comportamentos podem ter um risco aumentado de ter ansiedade:

  • Doenças cardíacas
  • Diabetes
  • Doenças da tireoide, como o hipertireoidismo
  • Doenças respiratórias, como a asma
  • Uso de drogas ou de bebidas alcóolicas
  • Abstinência (por interrupção do uso de álcool, drogas)
  • Interrupção abrupta do uso contínuo de medicamentos como os benzodiazepínicos
  • Dor crônica
  • Doença inflamatória intestinal
  • Efeitos colaterais de alguns medicamentos

Entretanto, neste artigo vamos focar em entender o que provoca a ansiedade em outras circunstâncias.

Em primeiro lugar, é importante destacar que não se conhece precisamente as causas dos transtornos de ansiedade.

No entanto, acredita-se que alguns fatores podem aumentar o risco de levar a quadros de ansiedade (1).

Sendo alguns destes:

  • Situações de estresse contínuo (como viver um luto, terminar um relacionamento ou ser demitido do trabalho)
  • Traços de personalidade (ser uma pessoa mais tímida ou naturalmente não lidar bem com contextos em que há muitas mudanças na rotina)
  • Eventos traumáticos durante a infância (2) ou juventude
  • Aspectos genéticos (histórico na família que inclui ansiedade ou outros transtornos mentais)

Vale lembrar que, para se classificar a ansiedade como um transtorno, é necessário diagnóstico que os sintomas não surjam dos efeitos do uso de alguma substância.

Ou mesmo de qualquer outra condição médica.

Diferentes tipos de transtorno de ansiedade podem ter causas distintas

A depender do tipo de ansiedade, há situações ou temas específicos que podem explicar a origem do quadro.

Por exemplo, um dos tipos de transtorno de ansiedade que existe recebe o nome de fobia.

Nos quadros de fobia, existe um medo excessivo de algum objeto ou de alguma situação.

Por exemplo, o medo de locais fechados ou apertados (como entrar em elevadores ou estar em meio à multidão) recebe o nome de claustrofobia.

Enquanto que há pessoas que possuem medo excessivo de agulha apresentam um tipo de fobia que recebe o nome de aicmofobia.

Além disso, as fobias podem ter relação com algumas experiências traumáticas.

Aliás, mesmo pessoas que simplesmente observaram outros passando pela experiência traumática podem sofrer indiretamente o impacto negativo.

Alguns sofrem de fobia após receber informações sobre o trauma de outras pessoas.

Portanto, diferentes experiências e eventos podem levar a quadros de fobias específicas.

Ou seja, o que gera ansiedade pode ser desde o medo de aranha, o medo do mar ou o medo de elevadores até o simples fato de ficar sabendo do medo que outras pessoas apresentam.

Quais as opções de tratamento para a ansiedade?

Para entender melhor o que causa a ansiedade em cada caso, pode ser importante contar com a avaliação de profissionais da área de saúde.

Em geral, o tratamento com profissionais médicos é uma opção, podendo ou não incluir o uso de medicamentos.

Além disso, é possível a combinação com um acompanhamento psicológico (3).

Portanto, não hesite em procurar ajuda profissional caso apresente medo e preocupação excessivos.

Afinal, receber orientações adequadas e um tratamento específico o quanto antes pode ajudar a obter melhores resultados.

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(Autor)

Thays Alvaro é estudante de psicologia na Universidade Federal Fluminense (UFF). Atualmente no 5° período da graduação, já participou de diversas atividades extracurriculares ligadas à Neurociências, como a ocupação de palestrante no evento Escola com Ciência, promovido através do NuPEDEN UFF (Núcleo de Pesquisa, Ensino Divulgação e Extensão em Neurociências da UFF) e de monitora no X Curso de Verão em Neurociências, realizado pelo Portal do Candidato da Olimpíada Brasileira de Neurociências (Brazilian Brain Bee). Tem como grande paixão a língua francesa, da qual é certificada com diplomas DELF A1, A2 e B2. Secretamente cinéfila, é vista nos momentos livres sempre maratonando filmes (principalmente aqueles que são sobre dança, sua arte favorita). No momento escreve para o Vitalismo e busca contribuir, diariamente, para o firmamento de uma psicologia diversa, sensível e inclusiva.

William Fan (Revisor)

William Fan é médico graduado pela Universidade Estadual Paulista (Unesp) - Faculdade de Medicina de Botucatu (FMB). Fez estágios clínicos em Oncologia Clínica e Medicina de Emergências na Prince of Wales Hospital, afiliada da University of New South Wales, Sydney, Australia (UNSW) e que faz parte do prestigiado Group of Eight, grupo que reúne as 8 instituições líderes de excelência em ensino e pesquisa da Austrália. Além disso, colaborou no desenvolvimento de um projeto científico da Centre for Vascular Research, na UNSW. Tem também publicações científicas em periódicos (revistas) internacionais de impacto na comunidade científica em áreas de pesquisa experimental e pesquisa clínica, abrangendo as áreas de biologia do câncer, doenças cardiovasculares, além de ser co-autor de uma revisão sistemática e meta-análise. Foi certificado pelo programa Sharpen Your Communication Skills da Stanford Graduate School of Business. Atualmente é revisor científico do Vitalismo e entusiasta da conciliação entre as pesquisas científicas com os melhores níveis de evidência e o desenvolvimento de tecnologias para melhorar a saúde das pessoas. Nos momentos livres, gosta de estudar idiomas (atualmente fala Inglês, Chinês Mandarim e Alemão), fazer leituras, acompanhar debates inteligentes, jogar basquete e experimentar diferentes culinárias.

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