O Que é Estresse: Veja os Sinais Para Ficar Atento

Você tem uma ideia clara sobre o que é estresse?

Em um mundo com um número crescente de pessoas que reportam o problema, trazer este tema para discussão é algo cada vez mais necessário na nossa sociedade.

Portanto, neste artigo, você entenderá detalhes sobre o que é estresse e o que ele causa no corpo.

Além disso, conhecerá formas de prevenção ou como lidar melhor com os eventos estressantes do dia a dia.

O que é estresse e seus sintomas?

O estresse é uma reação natural do corpo e da mente diante de um fator estressor. Nesse sentido, uma demanda, uma mudança ou um desafio que se apresenta em algum momento da vida podem ser fatores estressores (1). Com isso, o estresse pode levar a alterações no corpo, nos pensamentos e sentimentos e também no comportamento. Como exemplo, pode se manifestar o seguinte: dor de cabeça, maior tensão nos músculos, ansiedade, irritabilidade, tristeza ou perda de motivação.

Qual é a causa do estresse?

Demandas que representam algum tipo de percepção de perigo costumam ser motivos para levar ao estresse.

Nesse sentido, os desafios e as mudanças que aparecem podem dar origem ao um estado de alerta que é importante para despertar a motivação e o estado de prontidão para evitar o perigo.

Por exemplo, se você tiver próximo de passar por algum teste ou avaliação de grande importância, a resposta que seu corpo tem ao estresse pode ser algo positivo.

Isso porque a reação natural inclui mudanças no sistema nervoso autônomo que vão regular os batimentos cardíacos, a respiração e até mesmo adaptações na visão.

Com isso, seu corpo pode trabalhar mais e ficar acordado por mais tempo.

No entanto, a situação pode se tornar um problema (2) quando os fatores estressores permanecem por tempo prolongado, sem alívio ou períodos de relaxamento.

Quais os danos que o estresse pode causar?

Quando uma pessoa apresenta estresse crônico (em longo prazo), a ativação contínua da resposta ao estresse pode levar a um “esgotamento” do corpo.

Dessa forma, sintomas físicos, emocionais e comportamentais passam a se manifestar.

Por exemplo:

  • Dores pelo corpo
  • Dificuldade para dormir
  • Exaustão ou cansaço excessivo
  • Dores de cabeça ou tontura
  • Pressão alta (aumento da pressão arterial)
  • Maior tensão muscular
  • Alterações no hábito intestinal ou dor de barriga
  • Problemas nas atividades sexuais
  • Enfraquecimento do sistema imune (que cuida da proteção do organismo contra infecções)

Por outro lado, dentre as alterações que ocorrem nas emoções e no comportamento, podemos destacar:

  • Aumento da ansiedade ou da irritabilidade
  • Depressão (tristeza, perda de motivação ou diminuição do prazer por coisas que gostava de fazer)
  • Ataques de pânico
  • Alcoolismo (aumentar a ingestão de bebidas alcóolicas)
  • Compulsão alimentar (aumentar a ingestão de alimentos de modo descontrolado)
  • Tabagismo (uso de cigarros ou outras produtos à base de tabaco)
  • Uso de drogas ilícitas
  • Praticar atividades com alto potencial de levar ao vício (por exemplo, jogo de apostas)

Como aliviar o estresse

Algumas das formas de obter alívio para o estresse incluem:

  • Observar atentamente a sua respiração e, em seguida, praticar movimentos profundos e rítmicos de inspiração (entrada de ar) expiração (saída de ar) por alguns minutos
  • Fazer uma atividade física (por exemplo, uma caminhada ou uma corrida)
  • Conversar com alguém que você gosta para compartilhar suas angústias
  • Reservar um tempo para atividades de lazer ou entretenimento (como ouvir música ou ler um livro de temas de seu interesse)
  • Ter uma rotina regular de sono e alimentação saudável
  • Evitar o consumo de bebidas com cafeína (como o café) ou álcool
  • Evitar o uso de cigarro (ou outras formas de tabaco) ou de drogas ilícitas

Por fim, lembre-se de que saber identificar o que é estresse pode ser também importante para você ter a consciência de que pode necessitar de uma ajuda profissional.

Afinal, há casos em que o estresse passa a ser algo tão persistente que passa a prejudicar as atividades do dia a dia.

Portanto, se este for o seu caso ou de alguém próximo de você, não hesite em buscar ajuda médica ou de outros profissionais qualificados para orientar um tratamento.

Este artigo te ajudou?
(Autor)

William Fan é médico graduado pela Universidade Estadual Paulista (Unesp) - Faculdade de Medicina de Botucatu (FMB). Fez estágios clínicos em Oncologia Clínica e Medicina de Emergências na Prince of Wales Hospital, afiliada da University of New South Wales, Sydney, Australia (UNSW) e que faz parte do prestigiado Group of Eight, grupo que reúne as 8 instituições líderes de excelência em ensino e pesquisa da Austrália. Além disso, colaborou no desenvolvimento de um projeto científico da Centre for Vascular Research, na UNSW. Tem também publicações científicas em periódicos (revistas) internacionais de impacto na comunidade científica em áreas de pesquisa experimental e pesquisa clínica, abrangendo as áreas de biologia do câncer, doenças cardiovasculares, além de ser co-autor de uma revisão sistemática e meta-análise. Foi certificado pelo programa Sharpen Your Communication Skills da Stanford Graduate School of Business. Atualmente é revisor científico do Vitalismo e entusiasta da conciliação entre as pesquisas científicas com os melhores níveis de evidência e o desenvolvimento de tecnologias para melhorar a saúde das pessoas. Nos momentos livres, gosta de estudar idiomas (atualmente fala Inglês, Chinês Mandarim e Alemão), fazer leituras, acompanhar debates inteligentes, jogar basquete e experimentar diferentes culinárias.

Este artigo não possui comentários
      Deixe seu comentário

      O seu endereço de email não será publicado.