Quanto Tempo Dura uma Crise de Ansiedade: Descubra Agora

    Entender quanto tempo dura uma crise de ansiedade é uma questão para a qual muitas pessoas buscam respostas.

    No entanto, antes de mais nada, é importante descrever o que as pessoas costumam chamar de crise de ansiedade.

    Muitos se referem à crise de ansiedade ou ao ataque de ansiedade como sinônimos de crise ou ataque de pânico.

    Ou seja, seria um episódio em que a pessoa sente um medo ou desconforto muito intenso e, geralmente, sem um gatilho óbvio presente.

    Com isso, em poucos minutos, os sintomas físicos e emocionais chegam ao seu pico de intensidade.

    Portanto, devido ao alto grau de desconforto que isso causa, é natural que muitos procurem entender quanto tempo dura uma crise de ansiedade.

    Neste artigo, você entenderá melhor sobre a duração e também de outras características da ansiedade.

    Quanto tempo demora pra passar a ansiedade?

    Se considerarmos o ataque de pânico como um episódio representativo e também mais dramático de ansiedade, o pico dos sintomas pode ocorrer em menos de 10 minutos (1). No entanto, a duração do evento como um todo pode ser de 30 minutos, em média. 

    Na prática, a duração é variável e pode ser maior (até cerca de 40 minutos ou 1 hora) (2) ou menor, a depender de como cada pessoa consegue controlar seus sintomas. 

    Além disso, é importante destacar que há pessoas que podem ter também outros episódios de ataque de pânico, com intervalos curtos entre um e outro.

    Como fica o corpo depois de uma crise de ansiedade?

    Após uma crise de ansiedade do tipo ataque de pânico, o corpo pode ficar extremamente cansado ou exausto.

    Entretanto, vale observar que não existe uma definição para o conceito de ‘crise (ou ataque) de ansiedade’ no DSM-5.

    O DSM-5 é a abreviação (em inglês) para a última versão disponível do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais.

    Sendo assim, quando se fala de ‘crise de ansiedade’ no sentido mais popular, é natural que não seja muito claro se o evento é ou não um ataque de pânico.

    Quando não se trata de crise de pânico, há ainda a possibilidade de ser uma variedade de sintomas presentes nos diferentes tipos de transtornos de ansiedade.

    Com isso, diferentes combinações de sintomas, que até podem coincidir com uma crise de pânico, podem aparecer. Por exemplo:

    • Palpitações (batimentos acelerados do coração)
    • Sensação de aperto no peito ou de dificuldade para respirar e sufocamento
    • Suor intenso
    • Tremores
    • Dores de cabeca
    • Dentre outros

    No entanto, um aspecto que pode diferenciar a crise de ansiedade de um ataque de pânico é o aspecto temporal para o surgimento.

    Isso porque, enquanto crises de ansiedade podem se iniciar aos poucos e ser menos intensos em sintomas, os ataque de pânico têm um caráter mais súbito e de forte intensidade.

    Inclusive, este fator explica a sensação de intenso cansaço após ataque de pânico.

    Além disso, é importante mencionar que medos ou preocupações por diferentes motivos podem servir de gatilho para crises de ansiedade em geral.

    Enquanto que nas crises de pânico, o evento pode aparecer sem um motivo aparente, como se fosse “do nada”.

    Sendo assim, saber quanto tempo dura uma crise de ansiedade, como ela se inicia e os seus efeitos no corpo são questões que variam conforme muitos fatores, inclusive o tipo de ansiedade em questão.

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    (Autor)

    William Fan é médico graduado pela Universidade Estadual Paulista (Unesp) - Faculdade de Medicina de Botucatu (FMB). Fez estágios clínicos em Oncologia Clínica e Medicina de Emergências na Prince of Wales Hospital, afiliada da University of New South Wales, Sydney, Australia (UNSW) e que faz parte do prestigiado Group of Eight, grupo que reúne as 8 instituições líderes de excelência em ensino e pesquisa da Austrália. Além disso, colaborou no desenvolvimento de um projeto científico da Centre for Vascular Research, na UNSW. Tem também publicações científicas em periódicos (revistas) internacionais de impacto na comunidade científica em áreas de pesquisa experimental e pesquisa clínica, abrangendo as áreas de biologia do câncer, doenças cardiovasculares, além de ser co-autor de uma revisão sistemática e meta-análise. Foi certificado pelo programa Sharpen Your Communication Skills da Stanford Graduate School of Business. Atualmente é revisor científico do Vitalismo e entusiasta da conciliação entre as pesquisas científicas com os melhores níveis de evidência e o desenvolvimento de tecnologias para melhorar a saúde das pessoas. Nos momentos livres, gosta de estudar idiomas (atualmente fala Inglês, Chinês Mandarim e Alemão), fazer leituras, acompanhar debates inteligentes, jogar basquete e experimentar diferentes culinárias.

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