Sentimentos Por Trás da Procrastinação: Saiba o Que Fazer

Você sabia que há diferentes sentimentos por trás da procrastinação?

Isso significa que pode haver diferentes sensações que aparecem quando insistimos em adiar aquela tarefa importante.

Além disso, quando deixamos de cumprir um prazo ou algum compromisso, isso pode ser um forte motivo de ansiedade.

Por isso, se você deseja parar de procrastinar, é importante que você entenda o que pode estar ocorrendo dentro da sua mente.

Portanto, acompanhe este artigo até o fim.

Pois vou contar formas para superar as barreiras dos sentimentos por trás da procrastinação.

O que está por trás da procrastinação?

Em relação aos pensamentos ou sentimentos por trás da procrastinação, podemos citar:

  • Sensação de dificuldade, falta de confiança ou de capacidade para fazer a tarefa
  • Falta de clareza em relação ao que se deve fazer
  • Medo de cometer falhas ou de assumir riscos
  • Sensação de tédio, monotonia ou desinteresse pela tarefa

Sendo assim, vamos detalhar a seguir o que você pode fazer para superar esses sentimentos ou pensamentos (1).

Com isso, você poderá diminuir a sua frustração ou até prevenir episódios de ansiedade.

Falta de clareza

Há pessoas que simplesmente montam a sua lista de tarefas colocando uma ou duas palavras bastante vagas.

Ou seja, em linguagem muito pouco específica.

Por exemplo, tem gente que escreve: “fazer apresentação” ou “fazer compras”.

Isso pode ser ruim, pois dá margem para que o nosso cérebro tenha que preencher as lacunas por conta própria.

Tudo isso pode causar mais cansaço por ter que pensar ou lembrar o que se deve fazer.

Além disso, isso pode também nos desencorajar a tomar ação o quanto antes, pois vamos precisar ainda pensar nos detalhes do que de fato é a tarefa a se cumprir.

Portanto, a solução é escrever a sua lista de tarefas de modo mais específico, simples e claro possível.

Aliás, é importante que a tarefa também seja com palavras que vão mover você para a ação.

Nesse sentido, você poderia escrever: “assistir a um vídeo de um especialista sobre o tema da apresentação para me familiarizar antes de montar o trabalho final”.

Ou você também poderia listar o seguinte: “comprar 2 (dois) pacotes de arroz ao retornar do trabalho para preparar o jantar da família”.

Tédio

Algumas tarefas podem ser muito monótomas e causar grande desinteresse.

Em geral, tudo que é muito repetitivo pode despertar esses sentimentos.

Por exemplo, copiar vários dados para uma planilha ou escrever inúmeros bilhetes idênticos.

No entanto, pode ser impossível mudar a natureza desse tipo de trabalho.

Afinal, nem sempre há formas de se automatizar a tarefa.

Ainda assim, há estratégias para que você pare de adiá-la mesmo que você esteja com tédio só de pensar.

Você pode ouvir algum podcast de algum assunto de seu interesse

Ou variar os ambientes nos quais você fica enquanto faz a tarefa.

Por fim, você pode até mesmo fragmentar em várias metas menores e se recompensar toda vez que cumpre cada uma das metas.

Porque pessoas com ansiedade procrastinam?

Dificuldade

Em princípio, quando consideramos que uma tarefa é muito desafiadora para nós, existe o risco de nos sentirmos incapazes.

Nesse sentido, o que pode acontecer é uma sensação de baixa auto-confiança.

Ou talvez uma falta de capacidade ou competência para a sua realização.

Por isso, uma estratégia que pode funcionar é dar um passo para trás.

Por exemplo, se você precisa faz uma tarefa complexa, você pode quebrá-la em partes menores.

Imagine que você precisa montar um texto de 10 páginas sobre um tema que você conhece pouco.

Pode parecer assustador, não é mesmo?

No entanto, você pode começar assistindo vídeos que falem sobre este tema para se familiarizar.

Além disso, você também pode ouvir algum podcast ou buscar pessoas que trabalham ou convivem de alguma forma com o tema em questão para conversar.

Seja qual for o primeiro passo que você escolher, no final você terá um conjunto de ideias à sua disposição para depois organizá-las em um esboço para a sua apresentação.

Sendo assim, a estratégia é: defina claramente somente o primeiro passo.

E assuma o compromisso de cumpri-lo.

Fazer uma lista enorme antes do início, não fará você adiar menos a sua tarefa.

Medo

O medo que muitas pessoas sentem de cometer erros pode ser um forte motivo para procrastinar.

Isso porque o nosso cérebro tem a tendência de nos proteger.

Ou seja, de nos poupar de riscos ou de eventos inseguros.

Sendo assim, adiar as nossas tarefas nada mais é do que uma forma de nos colocar numa zona de conforto.

Portanto, uma solução possível para superar este medo é criar um medo ainda maior.

Por exemplo, quando fazemos um compromisso público de que vamos realizar uma tarefa.

Nesse sentido, o que acontece é um deslocamento do medo de cometer erros para um medo ainda maior de frustrar as pessoas que esperavam por aquilo que nós havíamos prometido.

Em todo caso, é importante que você aceite que os medos vão estar presentes em muitas ocasiões.

Apenas encare-as como uma parte natural do processo de quem deseja fazer algo realmente significativo.

Considerações Finais

Agora que você tem maior consciência dos sentimentos por trás da procrastinação, espero que você também consiga colocar em prática as estratégias para superá-las.

Lembre-se de que procrastinar é algo extremamente natural.

No entanto, não deixe que isso se torne uma desculpa para que você deixe de cumprir o que é importante em sua vida.

Se ainda assim, você perceber que está com muitas dificuldades ou com muita ansiedade, não deixe de conversar com um profissional.

Em geral, quando o nível de preocupação ou de medo passa a causar prejuízos claros nas nossas atividades diárias, isso pode ser um sinal de transtorno de ansiedade.

Portanto, agendar uma conversa com um médico ou um psicólogo poderá ser um caminho para descobrir se você necessita de acompanhamento profissional.

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(Autor)

William Fan é médico graduado pela Universidade Estadual Paulista (Unesp) - Faculdade de Medicina de Botucatu (FMB). Fez estágios clínicos em Oncologia Clínica e Medicina de Emergências na Prince of Wales Hospital, afiliada da University of New South Wales, Sydney, Australia (UNSW) e que faz parte do prestigiado Group of Eight, grupo que reúne as 8 instituições líderes de excelência em ensino e pesquisa da Austrália. Além disso, colaborou no desenvolvimento de um projeto científico da Centre for Vascular Research, na UNSW. Tem também publicações científicas em periódicos (revistas) internacionais de impacto na comunidade científica em áreas de pesquisa experimental e pesquisa clínica, abrangendo as áreas de biologia do câncer, doenças cardiovasculares, além de ser co-autor de uma revisão sistemática e meta-análise. Foi certificado pelo programa Sharpen Your Communication Skills da Stanford Graduate School of Business. Atualmente é revisor científico do Vitalismo e entusiasta da conciliação entre as pesquisas científicas com os melhores níveis de evidência e o desenvolvimento de tecnologias para melhorar a saúde das pessoas. Nos momentos livres, gosta de estudar idiomas (atualmente fala Inglês, Chinês Mandarim e Alemão), fazer leituras, acompanhar debates inteligentes, jogar basquete e experimentar diferentes culinárias.

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