Transtorno de Ansiedade de Separação: Vínculos e Apegos

    O transtorno de ansiedade social se caracteriza por um medo ou ansiedade excessivos de separação do lar ou de figuras com as quais possua algum vínculo de apego.

    Com frequência, este quadro se dá na fase da infância, embora alguns adolescentes e adultos (1) também podem sofrer desta condição.

    Estima-se que cerca de 4% das crianças nos EUA apresentem o transtorno de ansiedade de separação ao longo de um período de 6 a 12 meses (2).

    Sendo que é o tipo de ansiedade mais comum em crianças de até 12 anos de idade.

    Neste artigo, você conhecerá sintomas do transtorno de ansiedade social.

    Além disso, saberá quais as opções de tratamento mais comuns.

    O que causa ansiedade de separação?

    O estresse que resulta da separação de pessoas queridas pode ser um gatilho para o transtorno de ansiedade de separação. Além disso, acredita-se que fatores genéticos também podem tornar uma pessoa mais propensa a ter esta condição. 

    Além disso, há outros fatores que podem aumentar o risco de se desenvolver o transtorno, os quais incluem:

    • Eventos estressantes de perdas que resultem em separação como divórcio de pais, adoecimento ou morte de pessoas queridas, perder um animal de estimação ou mudanças de cidade
    • Histórico na família
    • Temperamento com maior inclinação para ansiedade

    Sintomas de transtorno de ansiedade social

    Os sintomas podem incluir:

    • Angústia ou aflição excessiva e recorrente ao antecipar ou passar por uma separação do lar ou de figuras com quem possui vínculo de apego
    • Preocupação excessiva e persistente de perder alguma figura com quem possui vínculo de apego ou de que ela possa sofrer de doença, dano, desastre ou morte
    • Preocupação excessiva e persistente de passar por um evento desagradável (como se perder, sequestro, sofrer acidente ou ficar doente) que leve à separação de uma figura por quem tem apego
    • Relutância ou recusa para sair (ou se afastar de casa), seja para a escola, para o trabalho ou qualquer outro lugar por medo da separação
    • Medo persistente e excessivo ou relutância para ficar sozinho ou sem a presença da figura com quem possui vínculo de apego, seja em casa ou em qualquer outro local
    • Relutância persistente ou recusa para dormir fora de casa ou de precisar dormir em um local sem estar próximo da figura por quem possui apego
    • Pesadelos repetitivos que envolvem o tema de separação
    • Reclamações repetitivas de sintomas físicos (por exemplo, dores de cabeça, de barriga, náusea ou vômito), quando a separação de figuras de apego ocorre ou é antecipada

    Por fim, é importante destacar que estes sintomas possuem intensidades muito excessivas para a fase de desenvolvimento da pessoa.

    Com isso, a angústia ou aflição que acompanha prejudica a capacidade funcional para as atividades usuais da vida.

    Quanto tempo dura a ansiedade de separação?

    Em princípio, os sintomas de um transtorno de ansiedade de separação duram pelo menos 4 semanas em crianças e adolescentes. Enquanto que em adultos, é usual que a duração mínima seja de 6 meses ou mais. 

    Quando procurar por assistência médica?

    É importante procurar ajuda médica se houver a suspeita de que você ou sua criança possa estar sofrendo de forma excessiva por uma separação que ocorreu ou está para ocorrer.

    Isso porque é muito difícil que os sintomas desapareçam por conta própria sem um acompanhamento profissional.

    Além disso, sem receber um tratamento adequado, há riscos de complicações.

    Por exemplo, o transtorno do pânico ou outros tipos de ansiedade podem acompanhar a pessoa até a fase adulta.

    Por isso, é fortemente recomendável que se realize o tratamento do transtorno de ansiedade de separação.

    Nesse sentido, a principal opção é a psicoterapia (3), que consiste em uma terapia com base em conversas e aconselhamento por um profissional da psicologia.

    Em alguns casos, o uso de medicamentos podem ser prescritos por profissionais médicos para adolescentes ou adultos.

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    (Autor)

    William Fan é médico graduado pela Universidade Estadual Paulista (Unesp) - Faculdade de Medicina de Botucatu (FMB). Fez estágios clínicos em Oncologia Clínica e Medicina de Emergências na Prince of Wales Hospital, afiliada da University of New South Wales, Sydney, Australia (UNSW) e que faz parte do prestigiado Group of Eight, grupo que reúne as 8 instituições líderes de excelência em ensino e pesquisa da Austrália. Além disso, colaborou no desenvolvimento de um projeto científico da Centre for Vascular Research, na UNSW. Tem também publicações científicas em periódicos (revistas) internacionais de impacto na comunidade científica em áreas de pesquisa experimental e pesquisa clínica, abrangendo as áreas de biologia do câncer, doenças cardiovasculares, além de ser co-autor de uma revisão sistemática e meta-análise. Foi certificado pelo programa Sharpen Your Communication Skills da Stanford Graduate School of Business. Atualmente é revisor científico do Vitalismo e entusiasta da conciliação entre as pesquisas científicas com os melhores níveis de evidência e o desenvolvimento de tecnologias para melhorar a saúde das pessoas. Nos momentos livres, gosta de estudar idiomas (atualmente fala Inglês, Chinês Mandarim e Alemão), fazer leituras, acompanhar debates inteligentes, jogar basquete e experimentar diferentes culinárias.

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