Amamentação: Por que é tão Importante? Quais os Benefícios?

    É provável que você já tenha visto diversas informações sobre amamentação, não é mesmo?

    Isso porque é um tema muito importante na saúde da mulher e do recém-nascido.

    Mas afinal, quais são recomendações mais importantes sobre a amamentação?

    Nesse artigo, você vai entender porque o leite materno é tão importante.

    Além disso, vai enteder quais são os benefícios dessa prática.

    Qual o tempo ideal de amamentação?

    Segundo a recomendação da OMS (Organização Mundial da Saúde), a amamentação exclusiva, ou seja, sem oferecer outros alimentos ou líquidos ao bebê, é necessária até os 6 meses de vida (1). Além disso, também recomenda-se que o aleitamento materno continue junto com alimentação complementar até os 2 anos de idade ou mais.

    O que é amamentar?

    A amamentação ou aleitamento materno, é quando o bebê recebe leite materno (seja direto da mama ou não).

    Ao contrário do que se pensa, amamentar é muito mais do que nutrir o bebê.

    Isso porque, amamentar também é um processo que promove a interação e vínculo da mãe com seu filho.

    Além disso, o leite materno é o primeiro e mais completo alimento que o bebê precisa ao nascer.

    Por isso, ele possui todos os nutrientes e anticorpos que vão proporcionar melhor saúde e desenvolvimento da criança.

    O leite materno e amamentação

    Como funciona a produção?

    As mulheres possuem glândulas mamárias nas mamas (seios) que, durante a gravidez, se preparam para a amamentação com a ajuda de alguns hormônios (estrogênio, prolactina).

    Quando o bebê nasce, esses hormônios vão estimular a “descida do leite”.

    Depois desse período, a produção do leite continua sendo controlada por hormônios e também por um mecanismo chamado de “feedback positivo”.

    Nesse mecanismo, quanto mais o bebê suga a mama, mais leite o corpo da mulher produz.

    Por isso, a quantidade de leite varia de acordo com quanto a criança mama e a frequência das mamadas.

    Composição

    Em primeiro lugar, saiba que nos primeiros dias depois do parto, o leite é chamado de colostro (2).

    Esse leite contém mais proteínas e menos gordura. Por isso, a sua aparência é amarelada.

    Já o leite maduro (que vem dias depois do colostro) é composto, em geral, de:

    • Calorias
    • Lipídios (gorduras) em maior quantidade que no colostro
    • Proteínas em menor quantidade que no colostro
    • Lactose (açúcar)

    Além desses nutrientes que já estão presentes, a composição do leite materno pode conter anticorpos específicos que o bebê precisa.

    Por isso, se você, como mãe, fica doente por alguma infecção, seu corpo produz anticorpos específicos para proteger o bebê.

    Um exemplo disso é a coloração diferente que o leite pode adquirir se a mãe estiver doente (são os anticorpos produzidos para proteção do bebê).

    Benefícios da amamentação (3,4,5)

    Para o bebê

    • Digestão mais fácil (os componentes do leite são de origem humana, compatíveis com o bebê)
    • Fortalece o sistema imune
    • Melhora desenvolvimento social, motor e intelectual
    • Fortalece vínculo com a mãe
    • Previne contra diarreia, pneumonia, otite
    • Auxilia os desenvolvimentos funcionais (respiração, dentição, fala)

    Para a mãe

    • Previne contra câncer de mama
    • Diminui as chances de câncer de ovário
    • Previne hemorragia pós-parto
    • Diminui o tamanho do útero depois da gravidez
    • Produz sentimento de confiança e cuidado com seu bebê

    Amamentação: como fazer corretamente?

    Em primeiro lugar, para que a amamentação seja eficaz, é importante que a posição e a pega (maneira como a boca do bebê pega na mama) estejam corretas.

    Posição

    • Nariz do bebê na altura do mamilo
    • Corpo bem próximo ao da mãe
    • Cabeça e tronco do bebê alinhados

    Pega correta

    • Aréola visível acima da boca do bebê
    • Boca bem aberta
    • Lábio inferior virado para fora
    • Queixo tocando a mama

    E com que frequência a criança deve mamar?

    Antigamente acreditava-se que o bebê tinha que mamar de 3 em 3 horas.

    Porém, hoje em dia, sabemos que o ideal é amamentar o bebê em livre demanda, ou seja, sem restrição de horários ou tempo das mamadas.

    Mas vale lembrar que apesar de parecer “instintivo”, a amamentação pode ser difícil para algumas mulheres.

    Por isso, se isso acontecer com você, não tenha vergonha de pedir ajuda a um profissional de saúde (médico ou enfermeiro).

    Esse profissional pode te ajudar com a pega correta e outras técnicas para amamentar o seu bebê.

    Por fim, lembre-se que também é importante estar atenta aos sinais de inflamação ou infecção (pus, vermelhidão, dor) e feridas nas mamas.

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    Graduanda em enfermagem pela Faculdade de Medicina de Botucatu (FMB - UNESP). Entrei na faculdade movida pela paixão e vocação de cuidar e ajudar as pessoas.Aqui no Vitalismo, tive oportunidade de alcançar e ajudar muitas pessoas além de meus pacientes.Desde o início da faculdade, minha área de interesse e vocação é a saúde da mulher (ginecologia e obstetrícia). Por isso, sempre estive envolvida em projetos de iniciação científica e de extensão que abordassem essa temática.Já fui presidente da liga de ginecologia da UNESP, organizei eventos e simpósios sobre o tema.Atualmente sou coordenadora do projeto Papo de Parto, em parceria com a UNESP e PROEX. Além disso, se você estiver em algum evento de ginecologia e obstetrícia, pode me procurar pois estarei lá!

    William Fan (Revisor)

    William Fan é médico graduado pela Universidade Estadual Paulista (Unesp) - Faculdade de Medicina de Botucatu (FMB). Fez estágios clínicos em Oncologia Clínica e Medicina de Emergências na Prince of Wales Hospital, afiliada da University of New South Wales, Sydney, Australia (UNSW) e que faz parte do prestigiado Group of Eight, grupo que reúne as 8 instituições líderes de excelência em ensino e pesquisa da Austrália. Além disso, colaborou no desenvolvimento de um projeto científico da Centre for Vascular Research, na UNSW. Tem também publicações científicas em periódicos (revistas) internacionais de impacto na comunidade científica em áreas de pesquisa experimental e pesquisa clínica, abrangendo as áreas de biologia do câncer, doenças cardiovasculares, além de ser co-autor de uma revisão sistemática e meta-análise. Foi certificado pelo programa Sharpen Your Communication Skills da Stanford Graduate School of Business. Atualmente é revisor científico do Vitalismo. Seus interesse incluem entender como aplicar o conhecimento das pesquisas científicas com os melhores níveis de evidência no desenvolvimento de tecnologias para melhorar a saúde das pessoas. Nos momentos livres, gosta de estudar idiomas (atualmente fala Inglês, Chinês Mandarim e Alemão), fazer leituras, acompanhar debates inteligentes, jogar basquete e experimentar diferentes culinárias.

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