Condromalácia Patelar: Existem Diferentes Graus? Tem Cura?

A condromalácia patelar é uma condição muito comum, principalmente em pessoas que praticam esportes (1,2).

Esse termo “condromalácia” significa amolecimento de uma cartilagem.

Com isso, já temos uma pista do que se trata essa condição.

Nesse artigo você vai entender o que é a condromalácia patelar e o porquê de ela ocorrer.

Além disso, vou te mostrar seus diferentes graus de gravidade e comentar sobre o tratamento.

Vamos conhecer essa condição?

O que é a condromalácia patelar?

Na condromalácia patelar ocorre o desgaste e amolecimento da cartilagem que fica embaixo da patela (ou rótula, que é um osso) do joelho (3). Essa cartilagem funciona como um amortecedor para impactos e permite que o joelho se movimente sem atrito. Com o desgaste, essas propriedades se perdem, é então que surgem os sintomas.

Esta é uma condição mais comum em mulheres e em jovens adultos que praticam corrida.

Mas também pode ocorrer em pessoas em que seu trabalho requer, com certa frequência, subir escadas ou agachar, por exemplo.

O que causa a condromalácia patelar?

Certo, agora que você entendeu do que se trata a condromalácia patelar, vamos às suas causas (4).

Todas as vezes que você dobra o joelho sua patela (o osso na ponta do joelho) desliza sobre a cartilagem do fêmur (que é o osso da coxa).

Existem ligamentos que prendem a patela ao osso da perna (a tíbia) e ligamentos que prendem a patela ao músculo anterior da coxa.

Ambos ligamentos participam dessa articulação e dobra do joelho.

Assim, quando algum desses componentes articulares não funciona corretamente, ocorre um encaixe inadequado da patela, aumentando seu contato com o fêmur (osso da coxa).

Esse aumento de contato causa pressão e atrito na articulação.

Dessa forma, o atrito anormal, com o tempo, leva ao amolecimento e desgaste da cartilagem.

Sendo assim, as causas que levam ao encaixe anormal da patela são:

  • Predisposição genética
  • Musculatura da coxa enfraquecida (músculos bíceps femoral e quadríceps femoral)
  • Desequilíbrio entre os músculos adutores e abdutores da perna
  • Estresse por uso intenso da articulação em esportes (como corrida, tênis ou salto) ou em serviços que requerem que a pessoa agache ou suba escadas, por exemplo
  • Trauma ou forte batida no joelho

Sintomas da condromalácia patelar

A princípio, os sintomas desta condição podem incluir (5):

  • Dor no joelho
  • Sensação de que algo está “raspando” ou de “areia” ao dobrar ou extender o joelho
  • Piora da dor após muito tempo parado, ao subir escadas, agachar ou durante exercícios físicos

Graus de gravidade

Existem quatro graus de gravidade para condromalácia e eles indicam, portanto, quão severo está o processo degenerativo.

É possível ainda que uma mesma pessoa possua mais de um grau de gravidade.

Assim, tais graus são:

  • Amolecimento simples da cartilagem
  • Degeneração mais avançada
  • Fissura da cartilagem ao nível do osso
  • Desgaste intenso da cartilagem com exposição do osso

Tratamento

Não existe um tratamento único para condromalácia.

Afinal, cada caso vai depender do grau de comprometimento da cartilagem e de outros achados clínicos.

Podem ser feitos:

  • O uso de estabilizadores de joelho
  • Orientação para fisioterapia (6) voltada para o fortalecimento dos músculos da coxa
  • Alongamento e o uso de anti-inflamatórios

Além disso, é muito importante que a pessoa evite a prática de exercícios de alto impacto como corrida, escalada, tênis, e outros durante a fase de recuperação da condromalácia patelar.

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(Autor)

Como graduando do curso de Medicina da Universidade Estadual Paulista (UNESP) - Faculdade de Medicina de Botucatu (FMB) e escritor do Vitalismo tenho como propósito trazer informações sobre saúde de qualidade e baseadas em evidências científicas com uma linguagem de fácil acesso para toda a população. Ingressei no curso de Medicina em 2018 por vocação e amor ao cuidado. Agora tenho a oportunidade de levar essa minha paixão para todos leitores do Vitalismo. Além disso, sou fundador da Liga de Empreendedorismo, Gestão e Inovação da UNESP e atualmente sou coordenador da Liga de Ortopedia de Botucatu.

William Fan (Revisor)

William Fan é médico graduado pela Universidade Estadual Paulista (Unesp) - Faculdade de Medicina de Botucatu (FMB). Fez estágios clínicos em Oncologia Clínica e Medicina de Emergências na Prince of Wales Hospital, afiliada da University of New South Wales, Sydney, Australia (UNSW) e que faz parte do prestigiado Group of Eight, grupo que reúne as 8 instituições líderes de excelência em ensino e pesquisa da Austrália. Além disso, colaborou no desenvolvimento de um projeto científico da Centre for Vascular Research, na UNSW. Tem também publicações científicas em periódicos (revistas) internacionais de impacto na comunidade científica em áreas de pesquisa experimental e pesquisa clínica, abrangendo as áreas de biologia do câncer, doenças cardiovasculares, além de ser co-autor de uma revisão sistemática e meta-análise. Foi certificado pelo programa Sharpen Your Communication Skills da Stanford Graduate School of Business. Atualmente é revisor científico do Vitalismo. Seus interesse incluem entender como aplicar o conhecimento das pesquisas científicas com os melhores níveis de evidência no desenvolvimento de tecnologias para melhorar a saúde das pessoas. Nos momentos livres, gosta de estudar idiomas (atualmente fala Inglês, Chinês Mandarim e Alemão), fazer leituras, acompanhar debates inteligentes, jogar basquete e experimentar diferentes culinárias.

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