Diabetes: O Que é? Os Principais Tipos e Como Identificar!

A maioria de nós já conheceu alguém com diabetes.

Todavia, poucos sabem que esta doença também é conhecida como diabetes mellitus.

A princípio, diabetes mellitus é um grupo de doenças que envolvem a relação entre insulina e níveis de glicose (açúcar) no sangue.

Para entender melhor esta relação, acompanhe o que vamos mostrar a seguir.

Primeiramente, a insulina é um hormônio produzido no pâncreas (um órgão atrás do estômago) que ajuda a diminuir a glicose no sangue.

Portanto, por um lado, a diabetes mellitus pode ocorrer quando a produção da insulina está baixa ou ausente.

Por outro lado, a doença pode aparecer quando o corpo não responde à ação da insulina.

Em ambos os casos, observamos um grande aumento dos níveis de glicose no sangue, que é justamente a principal característica da diabetes mellitus (1).

Inclusive, o termo “mellitus” significa “doce como mel” ou “aquilo que contém mel” e faz referência ao açúcar na urina de quem tem a doença.

Outro dado importante é que, por enquanto, não existe cura para a diabetes.

Portanto, quem tem diabetes precisa se tratar para se manter saudável.

O que pode causar diabetes?

Em primeiro lugar, não existe uma única causa para a diabetes.

Sendo assim, uma soma de fatores pode dar origem à doença.

A seguir, contamos sobre como os diferentes tipos de diabetes podem se desenvolver:

  • Tipo 1. É uma doença auto imune. Ou seja, o sistema imune ataca as próprias células do pâncreas que produzem insulina. Por consequência, o hormônio não é mais produzido ou fica em quantidades muito baixas. Como resultado, o açúcar se acumula no sangue.
  • Tipo 2. O organismo desses indivíduos é capaz de produzir insulina. Mesmo assim, a quantidade pode ser insuficiente. Além disto, as células do corpo não respondem à ação do hormônio. Neste caso, dizemos que há resistência à insulina.
  • Diabetes gestacional. É resultado de alterações hormonais durante a gestação. Nesta situação, a placenta produz hormônios que bloqueiam a ação da insulina. Como resultado, os níveis de açúcar do sangue aumentam.

Além disso, existe também a diabetes insipidus que é uma condição rara e que não tem ligação nenhuma com a diabetes mellitus, apesar dos nomes parecidos.

Nesta condição, o corpo elimina volumes elevados de urina “insípida”. Ou seja, a urina é sem cor e sem sabor.

Por fim, vale lembrar que esta doença não é contagiosa.

Quais os sintomas de quem tem diabetes?

Muitos pacientes não têm sintomas nas fases iniciais da doença.

Todavia, quando os sintomas da diabetes mellitus se manifestam, podemos observar:

  • Aumento excessivo de fome
  • Aumento de sede
  • Perda de peso (não intencional)
  • Vontades frequentes para urinar
  • Visão embaçada ou turva
  • Cansaço frequente
  • Feridas com cicatrização lenta
  • Infecções frequentes causadas por fungos ou infecções frequentes nas gengivas
  • Infecções urinárias (mais comum em mulheres)
  • Impotência ou disfunção erétil em homens

O tipo 1 pode surgir em qualquer idade, embora seja mais comum em crianças e adolescentes.

Por outro lado, o tipo 2 é o tipo mais comum e pode aparecer em qualquer faixa etária, sendo muito mais comum após os 40 anos de idade. Com frequência, estes pacientes também têm obesidade.

Por fim, na diabetes gestacional não costuma surgir nenhum sintoma. Neste caso, é mais comum descobrirmos esta doença nos exames realizados em mulheres entre a 24a e 28a semana de gestação.

Quais as complicações mais comuns da diabetes não controlada?

A diabetes não controlada pode resultar em lesões de diversos órgãos como:

  • Nervos: pode provocar alterações da sensibilidade. Com isso, partes do corpo podem perder a capacidade de sentir o contato com o meio externo. Como consequência adversa, feridas em membros como os pés podem surgir sem serem percebidas (pé diabético).
  • Olhos: pode haver lesões na retina, uma parte do olho que forma as imagens que enxergamos. Diante disso, este dano pode levar à perda de visão.
  • Rins: a doença descontrolada pode causar danos ao rim. Assim, há prejuízo da capacidade de filtração do rim. Portanto, o corpo perde muitas substâncias como glicose e proteínas pela urina. No pior cenário, ocorre perda total da função dos rins e necessidade de diálise ou transplante renal.
  • Coração e artérias: pode causar lesões nas paredes de artérias (vasos sanguíneos que levam sangue rico em oxigênio) e obstrução do fluxo de sangue para vários órgãos. Como resultado, pode ocorrer o infarto (morte) de células do coração.

Como controlar a diabetes?

Os principais pontos para controle da diabetes consistem em:

  • Alimentação saudável
  • Atividade física
  • Monitorar os níveis de glicose no sangue
  • Medicamentos orais que ajudam a baixar a glicose do sangue
  • Aplicar insulina

Quando procurar assistência médica?

  • Se você suspeitar que você ou seu (sua) filho (a) possa ter diabetes. Portanto, no caso de apresentar qualquer sintoma de diabetes, informe o seu médico. Pois quanto mais cedo se diagnosticar a doença, mais cedo podemos começar o tratamento.
  • Se você já foi diagnosticado com diabetes. Nesta situação, é importante manter um acompanhamento próximo com seu médico até que seus níveis de glicose do sangue estejam estáveis.
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(Autor)

William Fan é médico graduado pela Universidade Estadual Paulista (Unesp) - Faculdade de Medicina de Botucatu (FMB). Fez estágios clínicos em Oncologia Clínica e Medicina de Emergências na Prince of Wales Hospital, afiliada da University of New South Wales, Sydney, Australia (UNSW) e que faz parte do prestigiado Group of Eight, grupo que reúne as 8 instituições líderes de excelência em ensino e pesquisa da Austrália. Além disso, colaborou no desenvolvimento de um projeto científico da Centre for Vascular Research, na UNSW. Tem também publicações científicas em periódicos (revistas) internacionais de impacto na comunidade científica em áreas de pesquisa experimental e pesquisa clínica, abrangendo as áreas de biologia do câncer, doenças cardiovasculares, além de ser co-autor de uma revisão sistemática e meta-análise. Foi certificado pelo programa Sharpen Your Communication Skills da Stanford Graduate School of Business. Atualmente é revisor científico do Vitalismo. Seus interesse incluem entender como aplicar o conhecimento das pesquisas científicas com os melhores níveis de evidência no desenvolvimento de tecnologias para melhorar a saúde das pessoas. Nos momentos livres, gosta de estudar idiomas (atualmente fala Inglês, Chinês Mandarim e Alemão), fazer leituras, acompanhar debates inteligentes, jogar basquete e experimentar diferentes culinárias.

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