Estresse Psicológico em Cuidados Paliativos: Como Lidar?

O estresse psicológico em cuidados paliativos normalmente pode afetar tanto a pessoa em tratamento quanto os seus familiares.

Os cuidados paliativos são cuidados geralmente direcionados às pessoas com doenças que ameaçam a vida

Normalmente, são doenças difíceis de tratar e que podem piorar rapidamente. 

Por isso, há a necessidade de identificar e encontrar formas de amenizar os impactos psicológicos causados na vida da pessoa e de seus familiares.

Portanto, estar atento a essas questões pode ajudar a enfrentar esse momento com menos sofrimento e mais qualidade de vida.

Nesse artigo, você poderá descobrir mais sobre os sintomas e as possíveis formas de lidar com o estresse psicológico em cuidados paliativos.

O que as doenças terminais podem causar?

As doenças terminais podem trazer diferentes limitações, por exemplo: perda da força física, do bem-estar e da autonomia. 

Além disso, os relacionamentos interpessoais, a  saúde mental e a saúde sexual podem sofrer prejuízos.

O que pode levar ao estresse psicológico?

É fato que o contexto de perdas afeta diretamente o psicológico dessas famílias, principalmente, pelo excesso de tristeza e o medo da morte.

Portanto, o sofrimento psicológico pode incluir sentimentos de desamparo, solidão, incertezas e uma série de insatisfações.

Neste sentido, essa angústia pode afetar de diferentes formas a pessoa com a doença e seus familiares.

Além disso, alguns fatores de risco podem agravar a situação:

  • A pessoa ter pouca idade
  • A falta de um companheiro de vida ou um suporte familiar próximo 
  • Ter filhos de pouca idade
  • Saúde física ou mental ruim

Estresse em cuidados paliativos: Como é o papel dos médicos?

Os cuidados paliativos são promovidos por uma equipe multiprofissional, responsável pelo suporte e qualidade de vida da pessoa e de seus familiares.

Portanto, auxilia no enfrentamento conjunto da doença, aliviando os impactos físicos, psicológicos e sociais causados nessas pessoas.

Essa equipe inclui médicos, enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais, entre outros profissionais, para oferecer um cuidado amplo e com dignidade.

Nesses casos, a boa comunicação é um artifício indispensável.

Ela aproxima e permite que os profissionais entendam as reais necessidades das pessoas que vão receber suporte. 

Por exemplo, esses profissionais podem fazer algumas perguntas importantes, tais como: 

  • Quais suas maiores preocupações no momento?
  • Como seu estado de saúde está afetando seu psicológico?
  • Como você e sua família estão lidando com essa situação?
  • Qual a sua percepção diante da morte? 

Por outro lado, os profissionais da área de saúde também podem ser afetados ao oferecer o tratamento.

Por exemplo, pode surgir o sentimento de impotência diante da morte, ou seja, quando não conseguem aliviar o desconforto da pessoa doente. 

Dessa forma, eles também precisam cuidar de sua saúde mental, expressando suas angústias entre a equipe, familiares e amigos.

Sendo assim, é importante que também separem momentos de descanso, com direito ao lazer, à família, aos amigos e para processar suas emoções.  

Logo, para que os profissionais ofereçam um cuidado de qualidade para essas pessoas, é preciso cuidarem de si mesmos e de sua equipe. 

Isso porque o estresse psicológico em cuidados paliativos pode se manifestar tanto na pessoa em tratamento, quanto em seus familiares e profissionais da saúde.

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Olá! Meu nome é Natasha Valeska, sou estudante do curso de psicologia da Unigranrio e, atualmente, estou cursando o meu 4° período. Sou uma pessoa bastante curiosa e gosto sempre de me desafiar. Atualmente, escrevo para o Vitalismo com o objetivo de contribuir com meus conhecimentos para oferecer à sociedade informações mais acessíveis, seguras e com diversidade. Gosto bastante de escrever, de boas leituras e de conhecer coisas novas. Como estudante, acredito que a psicologia possa contribuir para um olhar mais generoso, respeitoso e inclusivo em todos os espaços, inclusive, através do conhecimento.

William Fan (Revisor)

William Fan é médico graduado pela Universidade Estadual Paulista (Unesp) - Faculdade de Medicina de Botucatu (FMB). Fez estágios clínicos em Oncologia Clínica e Medicina de Emergências na Prince of Wales Hospital, afiliada da University of New South Wales, Sydney, Australia (UNSW) e que faz parte do prestigiado Group of Eight, grupo que reúne as 8 instituições líderes de excelência em ensino e pesquisa da Austrália. Além disso, colaborou no desenvolvimento de um projeto científico da Centre for Vascular Research, na UNSW. Tem também publicações científicas em periódicos (revistas) internacionais de impacto na comunidade científica em áreas de pesquisa experimental e pesquisa clínica, abrangendo as áreas de biologia do câncer, doenças cardiovasculares, além de ser co-autor de uma revisão sistemática e meta-análise. Foi certificado pelo programa Sharpen Your Communication Skills da Stanford Graduate School of Business. Atualmente é revisor científico do Vitalismo e entusiasta da conciliação entre as pesquisas científicas com os melhores níveis de evidência e o desenvolvimento de tecnologias para melhorar a saúde das pessoas. Nos momentos livres, gosta de estudar idiomas (atualmente fala Inglês, Chinês Mandarim e Alemão), fazer leituras, acompanhar debates inteligentes, jogar basquete e experimentar diferentes culinárias.

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