Zika Vírus: Entenda a Relação Com Problemas em Bebês

O Zika vírus é uma doença infecciosa viral que se espalha, sobretudo, por meio da picada de um mosquito.

Sendo este o mesmo vetor (transmissor) dos vírus da dengue e da chikungunya.

Embora seja uma infecção viral leve, essa doença representa uma ameaça à saúde pública (1).

Isso porque pode ocorrer em todo o mundo, principalmente em áreas de clima tropical e subtropical.

Além disso, pode evoluir para quadros mais graves e ter efeitos preocupantes em gestantes.

Neste artigo, você conhecerá possíveis consequências da infecção pelo zika vírus e muito mais!

Quando surgiu o zika vírus?

A infecção pelo Zika vírus teve seu primeiro registro em 1947 na Uganda, em uma região conhecida por floresta de Zika (2). Pelo fato de ter sido registrada pela primeira vez nesta floresta, essa infecção viral carrega o seu nome.

Em geral, o vírus causa a doença ao entrar em contato com o corpo por meio da picada de um mosquito infectado.

No entanto, também há outras formas de transmissão.

Por exemplo, ele pode se espalhar de “pessoa para pessoa”, por meio de relações sexuais desprotegidas (3).

Ou também pelo contato materno-fetal, ou seja, a mãe pode passar o vírus para o seu bebê.

Vale lembrar que neste último caso, pode haver consequências graves.

E estas serão mais discutidas no decorrer deste artigo.

Fatores de risco

Há fatores que podem aumentar o risco de se contrair esta infecção viral, tais como:

  • Nunca ter sido infectado pelo vírus, assim, seu corpo não terá anticorpos (células que compõem o sistema de defesa do corpo) que poderão te proteger dessa doença
  • Morar ou viajar para regiões onde há grande número de casos
  • Ter relações sexuais desprotegidas

Sintomas do Zika vírus

De modo geral, esta é uma infecção leve e, em geral, não apresenta sinais e sintomas.

No entanto, quando eles se manifestam, podem incluir:

  • Febre
  • Dores nas articulações (“juntas” entre os ossos)
  • Dor e vermelhidão nos olhos
  • Irritação na pele com manchas avermelhadas
  • Dores musculares
  • Dor de cabeça
  • Desconforto abdominal
  • Fadiga ou sensação de desconforto

Vale lembrar que o tempo de incubação (período entre o contato com o vírus e o surgimento dos primeiros sintomas) é de cerca de 3 a 14 dias.

Além disso, os sintomas podem durar por um período de até uma semana.

Por fim, a maioria das pessoas infectadas se recupera totalmente.

Quais os problemas de uma infecção pelo Zika vírus na gravidez?

O Zika vírus pode ser passado de mãe para filho durante a gestação, o que pode ser perigoso para a saúde do bebê.

Isso porque esta infecção aumenta o risco de doenças que afetam o desenvolvimento do cérebro da criança (por exemplo, a microcefalia)

Nessa condição, a cabeça do bebê é significativamente menor quando comparada a de outras crianças da mesma idade e sexo.

Pois pode ter ocorrido uma má formação cerebral quando o bebê ainda estava no útero.

Ou então, a cabeça da criança pode não ter crescido adequadamente após o nascimento.

Seja como for, essa é uma doença rara que pode prejudicar o desenvolvimento.

Por fim, esta infecção viral também pode aumentar o risco de ocorrer um trabalho de parto prematuro (antes da 37ª semana de gestação) e até um aborto espontâneo.

Sem dúvida, embora seja uma infecção viral leve na maioria dos casos, para grávidas e seus filhos, as consequências podem ser muito graves.

Quando procurar ajuda médica?

Se você tiver quadros de febre, irritação na pele com manchas avermelhadas e dores nas articulações, procure por um serviço de saúde.

Pois apesar de a infecção pelo Zika vírus ser leve, a doença pode provocar complicações.

Por exemplo, o aparecimento da Síndrome de Guillain-Barré (4), em que o sistema imune do corpo ataca componentes do próprio sistema nervoso e leva à fraqueza muscular.

Vale lembrar que a evolução para quadros mais graves pode ocorrer até em pessoas que nunca manifestaram qualquer sintoma do Zika vírus.

Por isso, evitar ser picado por um mosquito infectado e ter práticas sexuais seguras, são medidas que podem prevenir esta doença, assim como evitar as complicações que resultam dela (5).

Este artigo te ajudou?
(Autor)

Discente do curso de enfermagem pela Universidade Federal de Alfenas, em Minas Gerais. Atuante na Atenção Básica à Saúde na cidade de Alfenas, sobretudo nas áreas de Saúde da Mulher e Cuidados Paliativos. Membro voluntário do projeto de extensão “PaliAB” pela Universidade Federal de Alfenas.Neste projeto, os extensionistas estabelecem uma relação de reciprocidade com os profissionais da Estratégia da Saúde da Família (ESF) e com os pacientes assistidos neste nível de Atenção à Saúde, sob a ótica dos Cuidados Paliativos (CP).Os participantes deste projeto contribuem para melhora na qualidade de vida dos pacientes por meio de planos de cuidados desenvolvidos juntamente com os profissionais das ESFs, para aliviar o sofrimento físico, social, espiritual e psicológico das pessoas e de sua rede de apoio sob CP.Além disso, ela atua no desenvolvimento de pesquisas para aprimorar o conhecimento sobre esta área, publica diversos trabalhos sobre a temática e disponibiliza cursos e cartilhas para os profissionais da ESF e cartilhas para população juntamente com os membros do projeto.Por fim, ela prioriza um cuidado integral, respeitoso e digno tanto às pessoas assistidas pela Atenção Básica quanto aos profissionais que atuam neste nível de assistência à saúde.

William Fan (Revisor)

William Fan é médico graduado pela Universidade Estadual Paulista (Unesp) - Faculdade de Medicina de Botucatu (FMB). Fez estágios clínicos em Oncologia Clínica e Medicina de Emergências na Prince of Wales Hospital, afiliada da University of New South Wales, Sydney, Australia (UNSW) e que faz parte do prestigiado Group of Eight, grupo que reúne as 8 instituições líderes de excelência em ensino e pesquisa da Austrália. Além disso, colaborou no desenvolvimento de um projeto científico da Centre for Vascular Research, na UNSW. Tem também publicações científicas em periódicos (revistas) internacionais de impacto na comunidade científica em áreas de pesquisa experimental e pesquisa clínica, abrangendo as áreas de biologia do câncer, doenças cardiovasculares, além de ser co-autor de uma revisão sistemática e meta-análise. Foi certificado pelo programa Sharpen Your Communication Skills da Stanford Graduate School of Business. Atualmente é revisor científico do Vitalismo. Seus interesse incluem entender como aplicar o conhecimento das pesquisas científicas com os melhores níveis de evidência no desenvolvimento de tecnologias para melhorar a saúde das pessoas. Nos momentos livres, gosta de estudar idiomas (atualmente fala Inglês, Chinês Mandarim e Alemão), fazer leituras, acompanhar debates inteligentes, jogar basquete e experimentar diferentes culinárias.

Este artigo não possui comentários
      Deixe seu comentário

      O seu endereço de email não será publicado.